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Sistema pronto ou sob medida: como decidir sem desperdiçar dinheiro

Fita métrica de costura enrolada sobre uma mesa branca
Foto: Siora Photography / Unsplash

Vale ficar com um sistema pronto quando o seu processo é parecido com o da maioria das empresas, como emitir nota fiscal ou fazer a contabilidade. O sob medida compensa quando o seu jeito de trabalhar é parte do que diferencia o negócio, e em muitas empresas vale usar os dois juntos, conversando entre si.

Time wedocode · 5 min de leitura

Time wedocodePublicado em 5 min de leitura

Fita métrica de costura enrolada sobre uma mesa branca
Foto: Siora Photography / Unsplash

Qual a diferença entre um e outro?

O sistema pronto é feito para muitas empresas ao mesmo tempo. Você assina, configura o que ele permite configurar e começa a usar. Os sistemas de gestão mais conhecidos, chamados de ERP, funcionam assim, e também a maioria dos CRMs, que são os sistemas para acompanhar clientes e vendas.

O sob medida é construído para uma empresa só. Ele segue o processo dela, com as telas, os campos e as regras que ela precisa, e nada além disso. Em vez de pagar uma assinatura por usuário, a empresa paga pelo projeto e depois pela manutenção.

Quando vale ficar com um sistema pronto?

Quando o seu processo é igual ao de quase todo mundo. Emitir nota fiscal, calcular imposto, fazer a folha de pagamento e a contabilidade seguem regras que valem para todas as empresas. Os sistemas prontos já resolvem isso, são atualizados quando a lei muda e custam menos do que construir do zero.

Também vale quando a empresa ainda está descobrindo como quer trabalhar. Um sistema pronto ajuda a organizar o básico e mostra, com o tempo, onde estão as necessidades que ele não atende.

O cuidado é não forçar o sistema a fazer o que ele não foi feito para fazer. Num levantamento da Kearney e da Rimini Street com mais de 60 empresas brasileiras, o excesso de customizações difíceis de manter apareceu entre as principais dores de quem usa ERP, citado por 64% delas.[1] Customizar é ajustar o sistema pronto com programação própria. Cada ajuste desses precisa ser refeito ou testado de novo a cada atualização, e a conta cresce ano após ano.

Quando vale construir sob medida?

Quando o seu jeito de trabalhar é parte do que faz o cliente escolher você. Se o seu atendimento, a sua forma de vender ou de montar o pedido são diferentes dos concorrentes, encaixar isso num sistema genérico costuma significar abrir mão justamente do que funciona.

Foi o caso da força de vendas que o nosso time construiu na Stone, usada por mais de 3.500 vendedores. O time em campo precisava prospectar, vender e cuidar da carteira no mesmo aplicativo, incluindo renegociação, reativação e retenção. Nenhum sistema de mercado fazia esse ciclo inteiro do jeito que a operação precisava.

Outro sinal é a equipe que já testou dois ou três sistemas prontos e sempre acabou voltando para a planilha. Na maior parte das vezes, o sistema é que não se encaixava na rotina. Falamos mais disso em Da planilha ao sistema.

Dá para misturar os dois?

Dá, e em muitas empresas esse é o caminho mais sensato. O sistema pronto cuida do que é igual para todo mundo, e a parte sob medida cuida do que é só seu. As duas partes trocam dados por integração, sem ninguém digitar a mesma informação duas vezes.

Na AVVA, wellness house em Florianópolis, a casa já tinha um sistema de gestão. Em vez de trocar, o site novo foi ligado a ele: o formulário de agendamento manda o contato direto para o sistema da casa e para uma planilha.

No Inkcloser, o SaaS de gestão e atendimento para tatuadores que construímos, a agenda é sincronizada com o Google Agenda. O tatuador continua usando a agenda que já conhece, e o sistema cuida do orçamento, da marcação das sessões e das conversas.

Quanto custa cada caminho?

O sistema pronto parece mais barato no começo, e muitas vezes é. Mas a conta não para na assinatura. Entram o valor por usuário, que cresce junto com a equipe, a implantação, o treinamento e as customizações, se forem necessárias.

O sob medida tem um custo inicial maior, porque é um projeto de construção, e depois um custo de manutenção. Em troca, a empresa não paga por usuário e não depende das prioridades de outra empresa para ter uma função nova.

Por isso vale comparar pelo custo de alguns anos. Some o que cada caminho custa em três anos, incluindo o tempo que a equipe vai gastar se adaptando, e compare com o ganho que cada um traz para a operação.

Como decidir sem desperdiçar dinheiro?

Antes de olhar qualquer sistema, desenhe como o processo funciona hoje, do primeiro contato do cliente até a entrega. Com o desenho na mão, separe o que é igual ao de qualquer empresa do que é só seu.

Algumas perguntas ajudam nessa hora:

  • Esse processo segue regras de lei ou de mercado que valem para todo mundo?
  • Se ele mudasse para o jeito padrão de um sistema pronto, o cliente perceberia?
  • A equipe já tentou um sistema pronto para isso e voltou para a planilha?
  • Quantas pessoas vão usar, e quantas serão daqui a dois anos?
  • O que acontece se a empresa que fornece o sistema mudar o preço ou parar de atualizar?

Depois, comece pequeno. Coloque uma etapa no sistema escolhido, pronto ou sob medida, e meça o resultado por algumas semanas antes de seguir para a próxima. Se algo não funcionar, o ajuste fica restrito a essa etapa.

Como a wedocode faz

Na wedocode, recomendamos o sistema pronto sempre que ele resolve, e integra com o que você já usa. Construímos sob medida a parte que é só da sua empresa, em ciclos curtos, começando pela etapa que mais custa à operação.

Antes de qualquer proposta, acompanhamos o processo de ponta a ponta para separar uma coisa da outra. É o que fazemos em Operação.

Quer saber qual parte da sua operação pede um sistema pronto e qual pede um sob medida?

Fontes

  1. ABES. Rimini Street e Kearney divulgam panorama de uso de ERP no mercado brasileiro, Benchmark Nacional de ERPs (ago. 2024)

Time wedocode. Profissionais que passaram mais de 10 anos em grandes empresas de tecnologia criando produtos digitais.

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