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Tecnologia na indústria: cases de quem já colheu resultado
Indústrias brasileiras de vários tamanhos já mediram ganhos reais com tecnologia: programas do SENAI e do Sebrae registram aumento médio de produtividade de 28% nas empresas industriais atendidas, e há casos de sensores de baixo custo que elevaram a produção de uma linha em até 68%. O padrão é o mesmo em quase todos: medir antes, organizar o processo e só então automatizar.

Quanto a indústria brasileira já usa tecnologia digital?
Bastante, e cada vez mais. Numa sondagem da CNI com mais de mil empresas, 69% das indústrias usavam pelo menos uma tecnologia digital em 2021, contra 48% em 2016. Entre as que usavam, 72% apontaram aumento de produtividade como benefício. A maior barreira citada foi o custo, por 66% das empresas.[1]
Que resultados os programas públicos mediram?
O Brasil Mais Produtivo, do SENAI e do Sebrae, atende empresas com consultoria em produção enxuta, eficiência energética, transformação digital e gestão. Em dois anos, chegou a 67.500 empresas, 30.500 delas industriais, e as indústrias atendidas tiveram aumento médio de 28% na produtividade.[2]
Só em 2024, o SENAI fez mais de 6.500 atendimentos a indústrias. Nos de produção enxuta, a produtividade subiu em média 27,75%, e nos de eficiência energética, o consumo de energia caiu 17,95%. Outras 1.200 empresas receberam tecnologias da indústria 4.0, com até 70% do custo da solução subsidiado.[3]
Quais empresas são exemplo?
Algumas das premiadas no Brasil Mais Produtivo, com o resultado medido de cada uma:[2]
| Empresa | Setor e cidade | Resultado |
|---|---|---|
| Magtek | Produtos magnéticos, São Caetano do Sul (SP) | Produtividade 65,83% maior, com produção enxuta |
| Gyn Foods | Alimentos, Aragoiânia (GO) | Produtividade 56% maior |
| Wogar | Metalurgia, Caxias do Sul (RS) | Consumo de energia 52,39% menor |
| Poliforma | Indústria, Sabará (MG) | Consumo de energia 41,89% menor |
| IT Label | Etiquetas e embalagens, Atibaia (SP) | Produtividade 35% maior, com diagnóstico de gestão |
Em Macapá, a Amapuera, empresa familiar de corte de madeira e MDF, reorganizou o layout, o estoque e os tempos perdidos com a consultoria do programa. A capacidade de corte foi de 15 mil para 23 mil peças por mês, e a produtividade subiu 21%.[4]
Sensor barato funciona?
Funciona. Os casos mais bem documentados são de 2019, de um projeto piloto do SENAI chamado Indústria Mais Avançada, e continuam bons exemplos do que dá para fazer com pouco.
Na Bebezinho, fábrica de calçados infantis de Campina Grande (PB) com 40 funcionários, foram instalados sensores de baixo custo na esteira, com equipamentos de até R$ 3 mil. A produção passou a aparecer em tempo real no tablet e no celular dos gestores, e a produtividade subiu 28,6%.[5]
Na Refriko, fabricante de bebidas de Cambé (PR), os sensores foram para a sopradora de garrafas. A produtividade aumentou 13,36%, e a eficiência da linha passou de cerca de 80% para 90%.[6] Já na Chapinha, de sorvetes e polpas de fruta, em Macaíba (RN), sensores na ensacadeira levaram a produção de 1.200 para 2.034 peças por hora, 68% a mais.[7]
O que esses casos têm em comum?
Quase todos começaram medindo. Antes de qualquer melhoria, o sensor e o painel serviram para mostrar onde e por quanto tempo a máquina ficava parada. Ninguém melhora o que não consegue ver.
Outra coisa que se repete: boa parte do ganho veio da organização do trabalho. Layout, estoque e rotina de trabalho aparecem em vários dos resultados. Quando a tecnologia entrou, foi do tamanho do problema, como sensores de poucos milhares de reais na máquina que segurava a linha.
E o dado foi parar na mão de quem decide, na hora em que acontece. O gestor passou a ver a produção no celular, em vez de esperar o relatório do fim do mês.
Por onde começar na sua indústria?
Comece pela máquina ou pela etapa que mais segura a produção. Durante algumas semanas, meça quanto ela produz, quanto tempo fica parada e por quê. Muitas vezes só isso já mostra ajustes que não custam nada, como mudar o abastecimento ou a rotina de troca.
Depois, coloque sensores ou um apontamento digital nesse ponto e um painel simples para acompanhar. O passo seguinte é ligar esses dados ao sistema de gestão, para que compras, estoque e vendas enxerguem a mesma informação.
Vale também procurar o SENAI e o Sebrae da sua região. Os programas citados aqui oferecem consultoria e subsídio para indústrias.[3]
Como a wedocode faz
Na parte de software, construímos o que leva os dados da produção até quem decide: sistemas de gestão sob medida, integrações entre os sistemas que a indústria já usa e painéis com os números que importam.
Seguimos o mesmo caminho dos casos acima. Primeiro entendemos o fluxo de ponta a ponta, depois ligamos cada gargalo a uma oportunidade de tecnologia e construímos em ciclos curtos, medindo o resultado.
Quer descobrir onde a tecnologia gera mais retorno na sua operação?
Fontes
- CNI, Agência de Notícias da Indústria. Indústria 4.0: 69% das indústrias brasileiras fazem uso de tecnologia digital (abr. 2022)
- Brasil 61. Brasil Mais Produtivo aumenta em 28% a produtividade das empresas atendidas (nov. 2025)
- CNI, Agência de Notícias da Indústria. SENAI vai realizar 108 mil atendimentos a micro, pequenas e médias indústrias em 2025 (fev. 2025)
- Agência Sebrae de Notícias. Como uma empresa de Macapá aumentou a produtividade em 21% (jan. 2026)
- FIEP, SENAI-PB. Tecnologias da indústria 4.0 aumentam em 28,6% produtividade de empresa da Paraíba (dez. 2019)
- SENAI-PR. Refriko aumenta produtividade com uso de sensores (dez. 2019)
- SENAI-RN. Indústrias do RN aumentam produtividade com tecnologias da indústria 4.0 (dez. 2019)